Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.
05/01/2010
Cai aprovação de prefeitos
Cai aprovação de prefeitos
O presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM) e prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz (PP), revelou que houve queda na aprovação dos prefeitos goianos em 2009. O motivo foi a crise financeira mundial, que fez com que a receita dos municípios caísse. “Infelizmente, houve queda na aprovação dos gestores municipais em 2009”, confirma.
Com a isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para segmentos como de eletrodomésticos e automotivos, houve redução no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita da maioria das cidades goianas.
Para Abelardo, apesar de a crise ter sido amplamente divulgada, foi responsável pelo desgaste dos prefeitos junto à população, porque o cidadão elege o gestor para resolver os problemas da cidade em todas as áreas.
Abelardo citou ainda, entres as medidas que desgastaram os prefeitos politicamente, as demissões e a não contratação de servidores comissionados. O que causou mais impacto negativo administrativamente, segundo ele, foi a não realização de investimentos, pois os prefeitos passaram 2009 praticamente mantendo a máquina administrativa em funcionamento e executando somente os serviços essenciais.
O presidente da AGM explicou que, só em setembro, o repasse reduziu em 17,5%. De acordo com ele, todos os cortes possíveis já foram feitos pelos prefeitos. “Não há mais possibilidade de os municípios fazerem cortes de despesa e, chega mais uma queda, isso inviabiliza qualquer prefeitura”, reclamou.
Em Inhumas, por exemplo, o pepista disse que nos quatro primeiros anos do seu mandato investiu cerca de R$ 5 milhões de recursos próprios em obras, ao contrário do atual mandato, que ele ainda não conseguiu investir. “Não tem como fazer investimento. Tem como simplesmente manter a máquina administrativa e os serviços essenciais funcionando”, informou, e disse ainda que as obras realizadas foram através de convênios com o Estado e a União.
Apesar da redução na receita, afirmou que a maioria dos municípios fechou o ano com as contas em dia, mas houve prefeituras que não conseguiram fazer a aplicação dos 15% na área da saúde. (Charles Daniel).